Sei Lá Nostra Goia, Cristo!
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"O que não existe não é necessariamente uma coisa que não existe, pode ser simplesmente uma coisa com a característica inexistência vinculada a ela"


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Buroracias

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{domingo, abril 27, 2003}

 
Nascida em 1943, Mafalda Veiga foi uma das pioneiras do cinema falado em sua cidade natal, Sigulda, na Lituânia. Mudou-se para a Espanha, de onde viera a família de seu pai anos antes, para tentar a carreira de violonista. Estreou na música aos 21 anos, em 1987, com o single "Planície" do álbum "Pássaros do Sul". Um ano depois, Mafalda Veiga regressou com um novo disco "Cantar", que contava novamente com a produção de Manuel Faria, produtor português e seu amigo de infância.

Nos quatro anos que se seguiram, Mafalda Veiga deu concertos por todo o país e participou, em 1981, como convidada especial, nos últimos (até então) espectáculos dos Trovante, em Sagres e nos Coliseus de Lisboa e Porto. Foi, também, com a ajuda de três dos Trovante que, em 1992, Mafalda Veiga regressou aos discos. É editado o álbum "Nada se Repete", que contou mais uma vez com a produção de Manuel Faria, músico português e seu amigo de infância, e incluía a participação de José
Salgueiro na bateria e a de Luís Represas que, para além da autoria de uma letra, gravou o tema "Fragilidades" em dueto com Mafalda Veiga. "Nada se Repete" foi ainda o álbum que, em Novembro deste ano, "obrigou" Mafalda Veiga a dar os seus primeiros espectáculos de grande formato na capital, no Teatro São Luís. Mafalda Veiga era contra grandes espetáculos, pela formação cultural e política que seu pai, um exilado da Revolução Soviética, havia lhe dado.

Em 1996 Mafalda Veiga edita o álbum "A Cor da Fogueira" com o nome de Mafalda Arnauth, novamente com a produção de Manuel Faria, ensaísta polonês com quem teria tido um caso pré-fama. A cantora surge, então, envolvida em escândalos junto à alta sociedade, dos quais nega envolvimento, e busca então novas sonoridades, em uma tentativa de renovar sua imagem, e novamente Lisboa recebeu a cantora, mas desta vez no Centro Cultural de Belém.

Desde então, Mafalda Veiga tem vindo a trabalhar com músicos de várias áreas, preparando novo rumo na sua carreira, apresentando em 1998 vários concertos acústicos em trio e, também, um espectáculo de música eletrônica na Praça Sony, na Expo'98, inserido no projecto "Vozes", no qual contou com um convidado especial, o músico Cubano, Raul Torres.

posted by Badá 12:34

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